Um anúncio no Discord pede «healers, DM». Funciona para amigos. Para quem chega de fora, não diz horários, regras de loot nem se a guilda ainda existe. Recrutamento no site da guilda existe para essa pessoa: uma página que responde antes de haver conversa, e um caminho claro até ao painel de membros depois do sim.
O site vive no alojamento. Battlehorns é esse alojamento para comunidades gaming, não a banda de metal. O painel interno — membros, eventos, loot, recursos — é o GuildOps. Meter as duas coisas na mesma página pública é como deixar a folha de loot aberta na montra.
O que quem se candidata precisa de ver
O visitante decide em menos de um minuto. Se a página não responder a estas perguntas, vai ao próximo clã.
- Jogo, modo e horário numa frase. «Raid heroic, três dias, 21h–00h de Lisboa» filtra melhor do que um parágrafo sobre a família que a guilda é.
- O que procuram agora, não «sempre precisamos de gente». Vagas concretas: dois ranged, um IGL, um sub de fim de semana.
- O que oferecem sem inventar. Ambiente, calendário estável, coaching se existir. Prémios que não existem afastam quem entra e descobre.
- Regras que doem: assiduidade, loot, micro obrigatório, idade. Escondê-las no trial gasta o tempo de toda a gente.
- Prova mínima: um resultado, uma imagem leve, o nome dos officers. Sem romance de três ecrãs.
Isto já estava esboçado em página de recrutamento. Aqui o foco é o funil inteiro: da montra até à ficha de membro, no hosting e no GuildOps.
A página de entrada
A landing de recrutamento não é a home inteira. É uma URL que podes colar no Discord, na liga e na bio: /recrutamento. Cabe num ecrã de telemóvel.
- Título com a vaga, não com o nome da guilda sozinho.
- Três blocos: procuramos, oferecemos, exigimos.
- Um botão para o formulário. Outro, secundário, para o Discord, para quem já conhece a casa e só quer o voice.
- Nada de vídeo de fundo. No plano gratuito de referência o tráfego é 5 GB por mês; uma landing pesada gasta-o em candidatos que nem chegam a ler. Os limites estão em alojamento gratuito.
Quem mantém a página actualiza as vagas quando fecham. Uma vaga de tank de há quatro meses é publicidade enganosa. Se ninguém revê a página, não a anuncies.
Formulários
O formulário filtra. Não substitui o trial. Campos que valem a pena: nome no jogo, role, região e fuso, horas reais (não «sempre»), link de perfil ou de tracker, e um texto curto sobre porque quer entrar. Chega.
No alojamento Battlehorns isso é um candidatura.php com PDO ou mysqli e prepared statements, a gravar na única base MariaDB do plano gratuito. O visitante não vê a password. Não peças a password da conta do jogo, nem o telefone. Não guardes passwords de candidatos: para este formulário nem precisas de contas.
Depois do envio, a regra de operação é mais importante do que o PHP:
- Resposta em 48 horas, mesmo que seja «ainda a ler».
- Uma pessoa responsável, não «os officers vêem». Se são três, um é o dono da fila.
- Trial com data de fim, escrito. Trial infinito é uma vaga ocupada por um talvez.
Como publicar o ficheiro está no tutorial de configuração. Se preferires um construtor com candidaturas já feitas e ninguém na guilda mexe em PHP, essa escolha é legítima e está em hosting versus construtores e na comparação de plataformas.
Um exemplo de fila que não depende de software caro: a candidatura cai na tabela, o officer responsável comenta numa coluna ou numa mensagem interna «chamar a voice / recusar / trial». Na voice, trinta minutos chegam para horário, micro e se a pessoa leu as regras. O trial dura duas semanas ou quatro eventos, o que acabar primeiro, e fica escrito na ficha do GuildOps. No fim, ou passa a membro ou sai, com uma frase de motivo. Guildas que «deixam andar» acumulam trials eternos e vagas que a landing ainda anuncia.
Mede uma coisa só durante um mês: quantas visitas à página de vagas viraram formulário, e quantos formulários viraram trial. Se há visitas e zero formulários, o texto não responde às perguntas de cima. Se há formulários e zero respostas em 48 horas, o problema já não é o site.
Área de membros
Quando dizes que sim, a pessoa deixa de ser uma linha na tabela de candidaturas e passa a ser membro. Esse passo não deve ser «toma, vê o canal de loot». Deve ser uma ficha.
No GuildOps a ficha tem o role (trial ou membro), e a partir daí os eventos e o loot deixam de viver só no chat. O site público não precisa de repetir a ficha. Precisa de um link «membros» que leve quem já entrou ao painel, e que não mostre o banco de loot a quem ainda está no formulário.
Erros habituais: roster no HTML que ninguém actualiza; role de Discord dado antes de a pessoa ler as regras; acesso de FTP «para o membro pôr a foto». Foto, se existir, manda-a a um officer. FTP é de quem publica o site, um utilizador só no plano gratuito.
Discord, no sítio certo
O Discord continua a ser onde a raid fala. O site é onde a raid se explica. Liga-os num sentido só de cada vez:
- Do anúncio de recrutamento no Discord para
https://da página de vagas, não para um convite solto como único passo. - Da página para o convite, depois de a pessoa saber o horário. Ou para o formulário, se queres filtrar antes do voice.
- Do canal de regras para o URL das regras no site, para não haver duas versões.
A lógica está em Discord e website. Convites que expiram em horas não são morada. O domínio ou o subdomínio é. Quando o nome próprio fizer diferença para uma liga, vê domínio próprio.
Como montar isto na Battlehorns
- Regista a conta com o Discord do officer que vai tratar das candidaturas.
- Pede o plano em alojamento partilhado. No gratuito, publica a landing e o formulário dentro dos 700 MB.
- Testa o formulário contigo, em HTTPS, e exporta a base. O suporte não escreve o PHP por ti; ajuda em FTP, subdomínio e certificado.
- Cria a guilda no GuildOps e mete o trial lá no dia em que disseres que sim, não na semana seguinte.
- Revê as vagas ao fechar cada uma. Uma página verdadeira converte mais do que uma página completa e falsa.
O site da guilda não precisa de parecer um portal. Precisa de dizer a verdade sobre a vaga, de guardar a candidatura e de não misturar o banco de loot com a montra. O resto da stack — performance, SSL, quando pagar — está no guia de web hosting para comunidades.
Nesta série: alojamento gratuito para guildas, hosting ou construtor, guia de web hosting, GuildOps, tutorial do site, comparação de plataformas e recrutamento que converte.
red3040E 22/09/2026 22:43
@shaPXcrit outro ângulo — Da página de vagas ao trial: formulário em PHP, resposta em 48 horas e ficha de membro no GuildOps. eu discutia Battlehorns antes da tese que estás a fazer.
shaPXcrit 22/09/2026 22:40
re Recruitment and the member panel — a guild site that converts: the Discord detail is the part i'd actually argue about. From the openings page to the trial: a PHP form, a reply within 48 hourrs, and a member record in GuildOps. is that the real load-bearing fact or just the hook?
xgui19 22/09/2026 10:46
então Prova mínima de um lado, O que oferecem do outro, e depois: Da página de vagas ao trial: formulário em PHP, resposta em 48 horas e ficha de membro no GuildOps. são peças a mais para um único argumento. quem fica com a alavanca se isto avançar?