22/09/2026

Recrutamento e painel de membros — site da guilda que converte

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Um anúncio no Discord pede «healers, DM». Funciona para amigos. Para quem chega de fora, não diz horários, regras de loot nem se a guilda ainda existe. Recrutamento no site da guilda existe para essa pessoa: uma página que responde antes de haver conversa, e um caminho claro até ao painel de membros depois do sim.

O site vive no alojamento. Battlehorns é esse alojamento para comunidades gaming, não a banda de metal. O painel interno — membros, eventos, loot, recursos — é o GuildOps. Meter as duas coisas na mesma página pública é como deixar a folha de loot aberta na montra.

O que quem se candidata precisa de ver

O visitante decide em menos de um minuto. Se a página não responder a estas perguntas, vai ao próximo clã.

  • Jogo, modo e horário numa frase. «Raid heroic, três dias, 21h–00h de Lisboa» filtra melhor do que um parágrafo sobre a família que a guilda é.
  • O que procuram agora, não «sempre precisamos de gente». Vagas concretas: dois ranged, um IGL, um sub de fim de semana.
  • O que oferecem sem inventar. Ambiente, calendário estável, coaching se existir. Prémios que não existem afastam quem entra e descobre.
  • Regras que doem: assiduidade, loot, micro obrigatório, idade. Escondê-las no trial gasta o tempo de toda a gente.
  • Prova mínima: um resultado, uma imagem leve, o nome dos officers. Sem romance de três ecrãs.

Isto já estava esboçado em página de recrutamento. Aqui o foco é o funil inteiro: da montra até à ficha de membro, no hosting e no GuildOps.

A página de entrada

A landing de recrutamento não é a home inteira. É uma URL que podes colar no Discord, na liga e na bio: /recrutamento. Cabe num ecrã de telemóvel.

  1. Título com a vaga, não com o nome da guilda sozinho.
  2. Três blocos: procuramos, oferecemos, exigimos.
  3. Um botão para o formulário. Outro, secundário, para o Discord, para quem já conhece a casa e só quer o voice.
  4. Nada de vídeo de fundo. No plano gratuito de referência o tráfego é 5 GB por mês; uma landing pesada gasta-o em candidatos que nem chegam a ler. Os limites estão em alojamento gratuito.
Logótipo Let's Encrypt
O formulário tem de abrir em HTTPS. O certificado do subdomínio Battlehorns é Let's Encrypt. Imagem: Wikimedia Commons.

Quem mantém a página actualiza as vagas quando fecham. Uma vaga de tank de há quatro meses é publicidade enganosa. Se ninguém revê a página, não a anuncies.

Formulários

O formulário filtra. Não substitui o trial. Campos que valem a pena: nome no jogo, role, região e fuso, horas reais (não «sempre»), link de perfil ou de tracker, e um texto curto sobre porque quer entrar. Chega.

No alojamento Battlehorns isso é um candidatura.php com PDO ou mysqli e prepared statements, a gravar na única base MariaDB do plano gratuito. O visitante não vê a password. Não peças a password da conta do jogo, nem o telefone. Não guardes passwords de candidatos: para este formulário nem precisas de contas.

Depois do envio, a regra de operação é mais importante do que o PHP:

  • Resposta em 48 horas, mesmo que seja «ainda a ler».
  • Uma pessoa responsável, não «os officers vêem». Se são três, um é o dono da fila.
  • Trial com data de fim, escrito. Trial infinito é uma vaga ocupada por um talvez.

Como publicar o ficheiro está no tutorial de configuração. Se preferires um construtor com candidaturas já feitas e ninguém na guilda mexe em PHP, essa escolha é legítima e está em hosting versus construtores e na comparação de plataformas.

Um exemplo de fila que não depende de software caro: a candidatura cai na tabela, o officer responsável comenta numa coluna ou numa mensagem interna «chamar a voice / recusar / trial». Na voice, trinta minutos chegam para horário, micro e se a pessoa leu as regras. O trial dura duas semanas ou quatro eventos, o que acabar primeiro, e fica escrito na ficha do GuildOps. No fim, ou passa a membro ou sai, com uma frase de motivo. Guildas que «deixam andar» acumulam trials eternos e vagas que a landing ainda anuncia.

Mede uma coisa só durante um mês: quantas visitas à página de vagas viraram formulário, e quantos formulários viraram trial. Se há visitas e zero formulários, o texto não responde às perguntas de cima. Se há formulários e zero respostas em 48 horas, o problema já não é o site.

Área de membros

Quando dizes que sim, a pessoa deixa de ser uma linha na tabela de candidaturas e passa a ser membro. Esse passo não deve ser «toma, vê o canal de loot». Deve ser uma ficha.

No GuildOps a ficha tem o role (trial ou membro), e a partir daí os eventos e o loot deixam de viver só no chat. O site público não precisa de repetir a ficha. Precisa de um link «membros» que leve quem já entrou ao painel, e que não mostre o banco de loot a quem ainda está no formulário.

Erros habituais: roster no HTML que ninguém actualiza; role de Discord dado antes de a pessoa ler as regras; acesso de FTP «para o membro pôr a foto». Foto, se existir, manda-a a um officer. FTP é de quem publica o site, um utilizador só no plano gratuito.

Logótipo HTML5
A página pública é HTML no teu alojamento. O painel de membros é outra ferramenta, de propósito. Imagem: Wikimedia Commons.

Discord, no sítio certo

O Discord continua a ser onde a raid fala. O site é onde a raid se explica. Liga-os num sentido só de cada vez:

  • Do anúncio de recrutamento no Discord para https:// da página de vagas, não para um convite solto como único passo.
  • Da página para o convite, depois de a pessoa saber o horário. Ou para o formulário, se queres filtrar antes do voice.
  • Do canal de regras para o URL das regras no site, para não haver duas versões.

A lógica está em Discord e website. Convites que expiram em horas não são morada. O domínio ou o subdomínio é. Quando o nome próprio fizer diferença para uma liga, vê domínio próprio.

Como montar isto na Battlehorns

  1. Regista a conta com o Discord do officer que vai tratar das candidaturas.
  2. Pede o plano em alojamento partilhado. No gratuito, publica a landing e o formulário dentro dos 700 MB.
  3. Testa o formulário contigo, em HTTPS, e exporta a base. O suporte não escreve o PHP por ti; ajuda em FTP, subdomínio e certificado.
  4. Cria a guilda no GuildOps e mete o trial lá no dia em que disseres que sim, não na semana seguinte.
  5. Revê as vagas ao fechar cada uma. Uma página verdadeira converte mais do que uma página completa e falsa.

O site da guilda não precisa de parecer um portal. Precisa de dizer a verdade sobre a vaga, de guardar a candidatura e de não misturar o banco de loot com a montra. O resto da stack — performance, SSL, quando pagar — está no guia de web hosting para comunidades.

Nesta série: alojamento gratuito para guildas, hosting ou construtor, guia de web hosting, GuildOps, tutorial do site, comparação de plataformas e recrutamento que converte.

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